Um encontro há muito sonhado finalmente se torna realidade no palco da Série BH
Instrumental. A flautista, pianista e arranjadora Léa Freire é a grande convidada da
edição de agosto do projeto, que acontece no dia 9 (sábado), na Praça Floriano Peixoto. E Léa
não vem sozinha: traz ao palco dois amigos e parceiros musicais de longa data — os
mestres Arismar do Espírito Santo e Filó Machado.
Esta tríade de talentos se encontra em um espetáculo especial, resgatado
exclusivamente a convite da Série BH Instrumental. No repertório, composições de Léa
em arranjos inéditos concebidos especialmente para essa formação, com amplo
espaço para a improvisação livre, marca registrada desses três expoentes da música
instrumental brasileira.
Em formato de festival, a edição de agosto da Série BH Instrumental traz mais dois
shows, apresentando atrações selecionadas pelo Edital Série BH Instrumental 2025: a
cavaquinista Cissa do Cavaco, selecionada na categoria “Novos Talentos”, e o violonista
Wallace Gomes, selecionado na categoria “Circulação”. Na recepção e nos intervalos
dos shows, o público será embalado por um set de discotecagem e brasilidades da
musicista e DJ Nara Torres, a Naroca. O acesso é livre é gratuito.
A Série BH Instrumental é realizada pela Veredas Produções, com patrocínio do
Instituto Unimed-BH, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, através do
incentivo de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores e, em 2025, tem
programação comemorativa pelos 30 anos de atuação da produtora no mercado
cultural de Belo Horizonte.
TRÊS MESTRES, UM ENCONTRO, UM SHOW ÚNICO
Há algo de mágico no número três. Ele não é o primeiro, nem o segundo. É quando o
equilíbrio começa a se formar — o mínimo necessário para criar um centro. A tríade é
encontro, tensão, respiro. É a base do acorde, o esqueleto harmônico da música, a
menor estrutura capaz de sugerir profundidade.
Na Série BH Instrumental, o encontro entre Léa Freire, Arismar do Espírito Santo e Filó
Machado carrega essa potência do três: três trajetórias singulares, três talentos que se
cruzam, três mestres que se completam. Uma tríade não é apenas uma soma — é uma
outra coisa que nasce entre. Nesta tríade, há muita história em mais de 50 anos de
música e amizade:
LÉA FREIRE é flautista, pianista, compositora e arranjadora. Iniciou os estudos de piano
aos 7 anos. Estudou violão no CLAM (escola do Zimbo Trio), onde, depois, também
lecionou, e gravou seu primeiro disco em 1978, justamente com Filó Machado. Viveu
nos EUA e, de volta ao Brasil, trabalhou com artistas como Alaíde Costa, Arrigo
Barnabé, Joyce Moreno e Hermeto Pascoal. Destaque da música instrumental
brasileira há cinco décadas, Léa fundou o selo “Maritaca Discos”, lançou álbuns solo e
em grupos como Vento em Madeira e San-São Trio, e escreveu arranjos para
orquestras no Brasil e no exterior. Em 2022, foi tema do documentário “A Música
Natureza de Léa Freire” (Lucas Weglinski, In-Edit Festival). Reconhecida nacional e
internacionalmente, vem sendo constantemente requisitada como compositora e
arranjadora por instituições como a Associação Nacional de Flautistas dos EUA,
Orquestra Jazz Sinfônica de SP, Quarteto de Cordas da Cidade de SP, entre outras. Em
2023, foi compositora homenageada na convenção da NFA (EUA).
ARISMAR DO ESPÍRITO SANTO, referência absoluta na música brasileira, é multi-
instrumentista, compositor, poeta, excelente contador de histórias e parceiro de longa
data da Série BH Instrumental. Em mais de 50 anos de carreira, acumulou prêmios,
parcerias e turnês internacionais, com presença em palcos e universidades da
Argentina, Uruguai, EUA, Dinamarca, Áustria, Suíça, França e Alemanha. Com 14 álbuns
lançados (sendo nove autorais), dois livros (“Alegria nos Dedos” e “Caderno Acre”), é
autor de projetos como Cordas à Solta, Alô Bateria, Cataia e Vela Latina: Darcy Ribeiro
Timoneiro. Representou o Brasil no Havana Jazz Festival (2023) e dirigiu projetos com a
Jazz Sinfônica, Orquestra de Cordas de Curitiba e Quarteto de Cordas da Cidade de São
Paulo. Seu mais recente álbum, “Domingou”, é uma homenagem ao mestre
Dominguinhos, em parceria com o gaitista Gabriel Grossi – e, inclusive, já passou pelo
palco da Série, aqui em BH.
FILÓ MACHADO é compositor, multiinstrumentista, cantor e arranjador. Tem mais de
50 anos de carreira, com turnês por Europa, Rússia, Japão, China, Canadá e EUA.
Parceiro de nomes como Djavan, Michel Legrand, João Donato, Joyce, Arismar e Léa
Freire, já lançou 13 álbuns e foi indicado ao Grammy. Vencedor do Prêmio
Profissionais da Música (2017), lançou os álbuns “Cisne Negro” (parcerias com Aldir
Blanc) e “A Música Negra de Filó Machado” (instrumental). Em 2025, realiza turnê pela
Suécia, Portugal e Espanha, com show em sexteto e, em 20223, foi homenageado pela
Brasil Jazz Sinfônica.
SHOWS DE ABERTURA
Pelo 11º ano, por meio do Edital Série BH Instrumental, o projeto selecionou, em três
categorias, seis artistas que se destacam na cena instrumental da cidade e do Estado.
Eles vão inaugurar o palco a cada edição da temporada, traçando, assim, um panorama
e uma interlocução entre BH, Minas e Brasil. Na edição de agosto, se apresentam a
jovem Cissa do Cavaco, em quarteto, selecionada na categoria “Novos Talentos”, e o
violonista Wallace Gomes, em quinteto, selecionado na categoria “Circulação”.
CISSA DO CAVACO começou na música muito cedo e, aos 18 anos, já performava junto
do grupo “Donas de Si” – desde então, tocou com grandes nomes da cena musical de
Belo Horizonte como Manu Dias, Giselle Couto, Aline Calixto, Marina Gomes, Dona
Eliza, Gustavo Monteiro, Arthur Pádua e muitos outros. Na Série BH Instrumental ela
apresenta o show “Beliscando o Cavaquinho”, que joga luz sobre o seu instrumento,
colocando-o no lugar de instrumento solista, além de homenagear seus mestres e
compositores referenciais, como Jacaré, Paulinho da Viola e Waldir Azevedo, com
destaque especial em Luciana Rabello que é professora e assume lugar de grande
referência para Cissa. É, também, uma grande homenagem ao Choro, gênero
essencialmente brasileiro que, em 2024, foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial do
Brasil. Cissa vem em quarteto com Analu Braga na percussão, Noemi Guimarães com
sopros e Paola de Oliveira Souza no violão.
WALLACE GOMES, violonista, vem de uma família musical que é reconhecidíssima em
Minas Gerais. Filho do violeiro Wilson Dias e irmão do contrabaixista Pedro Gomes, na
ocasião vai apresentar algumas de suas composições que fazem parte do seu primeiro
álbum, “Instante”. Recorte das vivências do compositor, o repertório mescla suas
referências jazzísticas com as raízes e riquezas presentes na regionalidade mineira.
Wallace destaca a força do violão em Minas Gerais, das harmonias características e
ritmos marcantes, além da improvisação e claro, a canção popular que também
norteia sua formação musical e cultural. Ele se apresenta acompanhado por Pedro
Gomes no contrabaixo, André Limão Queiroz na bateria, Breno Bragança na percussão
e Marcela Nunes, na flauta.
SUSTENTABILIDADE
A Veredas Produções está realizando durante a temporada 2025, ano comemorativo
por seus 30 anos de atuação no mercado cultural, a campanha “FEITO NOVO”, uma
iniciativa que une arte, sustentabilidade, economia circular design, responsabilidade
ambiental e consciência coletiva ao propor a transformação de guarda-chuvas e
sombrinhas já fora do estado de uso em bolsas únicas criadas pela artesã Iraci Maria.
O impacto ambiental do descarte de sombrinhas e guarda-chuvas estragados é mais
relevante do que parece à primeira vista. Esses itens, em geral, são feitos de uma
combinação de materiais como nylon, poliéster, alumínio e aço — componentes que
não se decompõem facilmente na natureza. Durante os shows, um ponto de coleta e
troca estará montado na Praça Floriano Peixoto. Doando 02 (duas) sombrinhas ou
guarda-chuvas, o participante vai poder trocar por uma bolsa exclusiva, confeccionada
a partir da ressignificação desses materiais – serão, inicialmente, 30 unidades
disponíveis para troca.
PROJETO SÉRIE BH INSTRUMENTAL
Realizado pela Veredas Produções, há quase 20 anos, com idealização da produtora
cultural Rose Pidner (in memoriam), o projeto integra o Circuito Instituto Unimed-BH e
busca divulgar, difundir e circular na capital mineira a música popular instrumental
apresentada pelo país e pelo mundo. A série traz aos palcos grandes instrumentistas,
com o objetivo de formar público para o gênero e popularizar o acesso a espetáculos
de qualidade, desenvolvendo, assim, a consciência crítica dos cidadãos. Conta com o
patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura,
através do incentivo de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores.
INSTITUTO UNIMED-BH
O Instituto Unimed-BH completou 22 anos em 2025 e conta com o apoio de mais de
5,7 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins
lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e
socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a
qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e
renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através
de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação:
Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura,
que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
SERVIÇO
SÉRIE BH INSTRUMENTAL APRESENTA: LÉA FREIRE convida ARISMAR DO ESPÍRITO
SANTO E FILÓ MACHADO
Shows de abertura: Cissa do Cavaco Trio + Wallace Gomes Quinteto
Discotecagem com DJ Naroca
SÁBADO, DIA 09 DE AGOSTO, A PARTIR DAS 17H30, NA PRAÇA FLORIANO PEIXOTO
ACESSO GRATUITO
